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Quinta-feira, Agosto 12, 2010
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Um dia pra ser feliz é todo dia,
Pra te amar é toda hora,
Pra te querer é todo instante...
Pra sonhar mais adiante o que vai ser e o que será
Um dia pra realizar e toda vida pra desejar,
Todo momento pra prolongar a loucura de te querer
De te amar
Amor
Agora nesse exato instante em que o tempo se desfaz
O maior tormento é não te ter aqui
É te querer
Te sentir e não te possuir
Saber tudo que sei
E eu sei que um dia será
Só não sei mais esperar
E é só por isso que as vezes brigo
Que as vezes surto
Porque te quero cada vez mais
Dentro de mim
Rabiscado por Márcia no dia 12.8.10
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Sexta-feira, Julho 02, 2010
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वृन्दावन
Vimos aquela estrela brilhar de forma diferente
Acho que dialogava com a gente
Como um ménage nos namorava
Eu vi seus olhos mudarem de cor
E vi o contorno do seu corpo se vestir do meu
Vi sua pele tatuar a minha
Foi naquele dia em que fui mais que desejo
No dia em que eu e você fomos mais que nós
E toda felicidade do mundo se abrigou
Se conteve num amor e uma cabana
A lua e os astros
Seus desejos e meus rastros
Rotas de uma paixão sem fim
E a vontade de viver latejando
Alegria de viver gritando
Tão grande era o arfar
Tão grande era o pulsar
Desejei parar o tempo
Desejei não mais voltar
Queria apenas estar ali
Dissolvida em você
E você em mim
Corpos juntos entrelaçados
Sonhos e desejos misturados
Fluindo feito um rio
Eu e você voltando para o mar
Rabiscado por Márcia no dia 2.7.10
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Terça-feira, Junho 15, 2010
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Tudo muda o tempo todo
Muda o mundo
As perspectivas
Mudam os limites
Mudam os sonhos
Mudo
Muda
Muda eu fico
Diante do certo e do duvidoso
Mudo eu passiva errante
A cada mundano instante
O que fui e o que serei
E o que sou já não sou mais
Mundana pensativa
Pro mundo as perguntas
Pra mim as respostas
Do pouco que sei
Tudo mudado
Particípio passado
Que pouco vivi
E pouco usei
Ainda sim em péssimo estado
Rabiscado por Márcia no dia 15.6.10
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Segunda-feira, Abril 12, 2010
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Dona do mar
Ela é mais, muito mais que uma sereia
Que se enfeita
Na beira do mar
Ela é mais que um rabo de peixe
E um corpo tão belo
Pra se desejar
Ela é a dona do mar mais profundo
Prainha e oceano
E da beira mar
É a força que reina nas águas
Calmaria e ressaca
De todo lugar
Ah minha mãe
Eu não sei o que é
E o que há
E mesmo que eu não compreenda
Me cuida, me guarda
Me tome pela mão
E me guia
Ah minha mãe
Eu queria tanto te olhar
Quero ouvir o teu canto bonito
Mergulhar nas tuas ondas
E nelas ficar
Rabiscado por Márcia no dia 12.4.10
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Merecimento
(Vovó)
Vovó falou que é pra cuidar
Cuidar do amor, cuidar de amar
Cuidar de ter e acreditar
É pra sonhar
Vovó falou pra trabalhar
Ter fé em mim
No que virá
Regando assim
O tal amor vai germinar
De um querer, tão sem querer
Crescendo em mim e em você
Amor assim, vovó falou
Vai merecer
E lá no alto, com as estrelas
Eu tenho um anjo a me guiar
Tudo tão simples
Só preciso acreditar
Rabiscado por Márcia no dia 12.4.10
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Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009
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Quando me sinto só
Vou pra beira do mar
É quando eu falo baixinho
Só pro peixe escutar
E levar meu recado
P’ra mamãe Yemanja
E eu tenho respostas
E eu vejo sinais
Quase sinto o abraço
Que alivia os meus ais
Oh mãe cujos filhos são peixes
Oh grande mãe
Odó iyá !
Rabiscado por Márcia no dia 2.2.09
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Sábado, Novembro 22, 2008
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As palavras somem às vezes
Não se juntam
Não combinam
Tem preguiça
As palavras apenas existem
Cada qual na sua
Soltas
A vontade
Talvez perca a poesia
O exercício árduo de gerir
Ganha o poeta
Sem juras
Sem métricas
Apenas toques
Suaves toques
E olhares
Intermináveis olhares
Um silencio perfumado seduz a alma
Que inebriada só diz verdades
Rabiscado por Márcia no dia 22.11.08
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Ar que eu respiro
Brilho da menina dos meus olhos
C ondição primeira da minha paz
Desejo incontido do meu corpo
Exato encaixe em que habito sem querer mudanças
Felicidade planejada com esmero
Gozo da minha alma
Hiato posto em extinção
Incontida paixão revelada
Já não vivo sem tua presença
M eu amor mais que lindo
Néctar que me alimenta
Prazer prá lá de bom
Quero-te tanto, bem querer da minha vida
Rio que deságua no meu mar
Sim, o meu sim é para sempre
Vitoria merecida
Xda minha questão
Zonzeira boa,
alegria de estar viva,
meu sonho,
todas as letras da minha canção.
Rabiscado por Márcia no dia 22.11.08
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O corpo dorme agora
Casa dessa alma agoniada
Dorme o sono sem descanso
Sonha o sonho sem paz
O corpo amadurece
Como o vinho de boa safra
Aguarda o tempo certo
Para servir e ser servido
A surpresa crescente do buquê
O verdugo do corpo espreita
O inimigo do homem especula
Uma voz em algum lugar murmura
“o pulso ainda pulsa”
Rabiscado por Márcia no dia 15.6.08
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Eu deveria saber
Quebrei um espelho
Quebrei dois
Quebrei três
Parti qualquer possibilidade de ver a mim
O que sou
O que se expõe
O que eu detesto
Ainda assim procurei
Nos pedaços me ver inteira
Varias vezes distorcida
Expressões de curiosidade
De despeito
De espanto
Os cacos brilham
As pontas são sedutoras
Da sedução ao corte algumas gotas
Algum veneno plúmbeo circulando
O inusitado
A ousadia
A dor
Agora me permito chorar
Rabiscado por Márcia no dia 24.5.08
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Terça-feira, Abril 29, 2008
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A poesia fez um acordo comigo
Afastamento
Sem litígio
Desde então o silencio se fez
Nem as rimas
Mesmo as mais óbvias
Nem elas
Paginas em branco
Vida mal passada
Trago o peito oprimido
E linhas brancas para ofertar
Concentro-me no chá que bebo
Nas mínimas coisas
Procuro associações
Resgates
O momento pede morango
Acre e doce
Vermelho intenso
Desejo encarnado
Ardendo a garganta
Rabiscado por Márcia no dia 29.4.08
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Terça-feira, Abril 22, 2008
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As letras foram sumindo
Assim como as palavras
As orações se afastaram
A fé tornou-se questionável
No espaço tempo do silencio
Em todos os sentidos
Na cortante ausência
No total escuro
Aqui onde sobra o silencio
Falta a paz
Rabiscado por Márcia no dia 22.4.08
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Posso colorir o vazio que me invade agora
Uma paleta cinza salpicada de rosas
Muito mais pelos espinhos
Posso falar do silencio que me norteia
E do insuportável incomodo que ele causa
Posso dizer de mim muita coisa
Não tenho certeza de todas
De tudo que sei
Sei muito pouco
Devo calar minha razão
Devo externar minha emoção
Devo isso
Devo aquilo
Devo tanta coisa
Devo
Isso é um fato
E como todo bom devedor
Pago quando puder
Rabiscado por Márcia no dia 19.1.08
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Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
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Amei
Mais do que deveria amar
Cantei
Sem vergonha de desafinar
Sorri
Minha dor não importa a ninguém
Segui
Procurando razões pra ficar
E fui
Insistindo
Na minha teimosia cega
Contra o vento
Contra o tempo
À favor das impossibilidades
Rabiscado por Márcia no dia 2.1.08
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Sexta-feira, Dezembro 28, 2007
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Quero sair da superfície
Fechar os olhos para vertigem
Mergulhar profundamente
Deixar de lado o direito
Buscar o que desconheço
Talvez o meu melhor
Olho ao entorno
Nada do que vejo é meu
Nenhuma face
Nenhum gesto
Estranho mundo
Estranha experiência corpórea
Discurso evasivo
Palavras que se perdem
Ecos
Acenos
Vou fechando a porta
Vou cavando o túnel
Mergulhando
Invaginando
No melhor de mim
No meu avesso
Rabiscado por Márcia no dia 28.12.07
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Sexta-feira, Dezembro 14, 2007
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Existe uma certa elegância no que ela faz
Um cuidado no caminho
Um tom preocupado no olhar
Assim ela vai
Com seu disfarçado sorriso
Passos lentos
Sem muitas pistas
Seguindo sem ser notada...
Na próxima parada nada de ética
Que chute as lixeiras
Que bata as panelas
Que faça caretas
Que xingue bem alto
E que erga seu belo dedo médio
Não para o prazer
Por pura indignação
Banana...
Rabiscado por Márcia no dia 14.12.07
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Acredito em palavras, encontros, romances...
Deveria assistir mais Tv...
Esperei o momento certo...
Entre tantos momentos que poderiam ser certos...
Ouvi coisas bonitas, agradáveis de sentir...
Esperei...
Com a paciência de quem tem uma vida inteira para esperar...
Mas os dias não são nossos...
Como são nossos os sonhos...
Não há controle em nada...
O que há é apenas desejo e uma infinita espera...
Aceitei o convite...
Entrei...
E não havia nada por lá...
Rabiscado por Márcia no dia 14.12.07
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Quarta-feira, Dezembro 12, 2007
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A vida vale pelas contas colhidas
Cada mínimo detalhe alcançado
Pelas ousadias cometidas
Por cada gesto transgressor
A vida vale pelos pequenos presentes
Pelas pequenas vitórias
Pela imagem gravada
De cada inesquecível por do sol
Vale pela descoberta da resposta exata
Pelo caminho do sim aprovador
Por cada milímetro avançado
Pela urdidura e pela trama
Pelos planos
Por cada maquete pintada
Acordar e dormir apenas não vale a pena
A vida vale pelos sonhos sonhados
Rabiscado por Márcia no dia 12.12.07
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Domingo, Dezembro 02, 2007
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Carrego as maiores alegrias
Dissimulo tristezas
Meu riso de esquina por vezes gargalha
Ou fica de prontidão
Em eterno disfarce
Em algum momento sou luz
Mas fecho os olhos em incomodo
Guardo em mim todas as cores
E a negação de todas delas
Gosto de palavras
E de todos seus apelos
Faço-me muda em descontentamento
Nem noite
Nem dia
Sou madrugada
Nem preto
Nem branco
Cinza na cor
Sou meio termo
No estado sou pó
Num rasgo de otimismo
Creio na Fênix
Rabiscado por Márcia no dia 2.12.07
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Não sei muito de mim
Tudo que sei são sensações
Impressões parciais
Gestos que se perdem
Momentos suspensos no ar
Quando eu me arrastava por ai
Numa sensação de ser lagarta
Não tinha muita coisa pra pensar
Era apenas viver
Dormir, sonhar e comer
Um dia quem sabe voar...
E eu sonhei
Já não sou mais o que fui
Como estou
O que serei
Ando mais presa do que nunca
No meu casulo recriador
Rabiscado por Márcia no dia 2.12.07
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